sábado, 10 de novembro de 2012

Parabéns minha filha


Hoje eu acordei tão feliz e já chorei, já sorri, dei milhares de volta pelo mundo, contemplei belas paisagens, desvendei mistérios, fiquei acuado na trincheira e voltei para um lugar comum; o meu eu...
Há dias em que os sentimentos realmente se confundem: a alegria é tão branda que da vontade de chorar, outras vezes de tanta tristeza se rir.
Os seres humanos se acham tão fortes, porém são tão vulneráveis, tão frágeis, tão impotentes. Se sentem superiores aos outros animais, entretanto se tornam insignificantes, tão sem poder...
Hoje mais uma vez eu percebi isso: se eu fosse um pássaro, poderia percorrer esse infinito céu azul a voar e pousar bem ao seu ladinho... Se eu fosse um peixe, nadaria nesse verde mar, adentraria entre as locas das pedras e ia ate onde ela se encontra... Se fosse um vagalume, acenderia minhas lanternas naturais e vagaria noites a voar ao teu encontro... Mais como sou um humano, errante, falho e impotente, nem perto de te posso estar...
Eu sinto medo, pois 11 anos já se passaram e eu aqui distante, sem ver o brilho do seu sorriso, sem acompanhar o teu sucesso e sem poder enxugar tuas lágrimas quando chorou... Aqui distante lutando para tentar uma vida melhor e vendo o PRESENTE tão lindo que estou perdendo, olhando para um PASSADO que poderia ter sido diferente, e tendo como base um FUTURO ainda incerto. Medo que um dia você não entenda o meu AMOR...
Foi em um sábado, por volta do meio dia... Dia 10 de novembro do ano de 2001, Deus colocara para dormir o primeiro sono em meus braços o presente mais perfeito que um ser humano possa ter. Apesar de já ter vida antes nove meses no ventre de tua mãe, aquela era a primeira vez que tu enxergaras esse mundo de maldades. Deus me deu o melhor presente, um fruto de sua mãe e eu; MINHA FILHA. Foi naquele sábado Laura Kateryne que eu percebi que já não era só eu, que você fazia parte da minha vida, era a descoberta do verdadeiro AMOR...

Parabéns minha filha Laura Kateryne, que Deus continue te abençoando e te mantendo essa menina maravilhosa que tu és, queria muito poder te dar um abraço agora, mais como não posso, já orei e pedi a Deus que ele te abraçasse por mim. EU TE AMO MINHA FILHA...

                                                                                                           Josemário de Carvalho Oliveira

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

SOU TEU


E como se ainda fostes ontem, acordei do meu sonho real e você ali estava...
Tão bela e tão sorridente: parece que os anos não levaram a sua ternura de menina
Com certeza mais madura e menos ingênua, porém carregando a mesma doçura de outrora
Aos meus olhos uma das sete maravilhas do mundo, do meu cérebro a memoria declarativa
E no soneto do meu coração se fazia acorde, embalando uma canção de AMOR
Sou teu, sempre fui... Assim em silêncio o meu olhar te falava
E tu... Tu me olhavas como se entre nós nada tivesse mudado
Como se continuássemos um papo interrompido há um tempo...
Assim como as plantas brotam quando cai a chuva e vai crescendo ao se regar
Parece que aquela emoção entre nós ganhava corpo a cada instante como um fermento
E tudo parecia muito igual, era um passado adormecido despertando de um longo sono
Meio que sem querer havia uma troca de olhar onde era transmitida toda uma emoção

Quantos anos? Quantas interrogações? Quantas perguntas sem respostas?...
Foram inúmeras noites mal dormidas e muitas lágrimas na madrugada
Quantas biritas em lamentações aos pés dos balcões em tantos bares por ai...
Muitas bocas beijadas para esquecer um beijo e muitos beijos trocados sem nenhum amor
Quanta saudade sentida, quanta decepção, quantas mudanças...?
Uma certeza... Certeza de quem não quer apagar aquelas lembranças

E assim como a poeira do DESTINO cobriu o brilho daquele sentimento ontem
Hoje os ventos do TEMPO soprou a superfície e fez reluzir um desejo retido
E em um rosto surrado pelo sofrimento, correu uma lágrima da ESPERANÇA renovada
Com uma garra de ir à luta, e reconquistar esse AMOR verdadeiro a cada dia
Já tendo a certeza que o FUTURO é uma questão de escolha:
Escolhi definitivamente eternizar e VIVER esse sentimento lindo.

                                                                                                                                               Josemário 




sábado, 25 de agosto de 2012

Embaraçado

Navegando no mar da desilusão, iluminado por uma pequena chama que quebra a penumbra da noite.. O cri cri do grilo quebra o silêncio e as ondas da saudade ao baterem no cais da esperança soam como música. Minha pupila é dilatada por uma lágrima ácida e as minhas narinas ofegam em um suspirar compassado.

Sou frio, sou calor, sou brisa e tempestade. Um ser sem querer, sem poder, sem noção; uma chuva mansa sem enxurradas, um relâmpago em pleno sol do meio-dia; o bradar de um trovão ao entardecer, o arco-íris no jardim ao raiá do dia, um carnaval sem fantasia, uma vida sem sorriso...

O tudo e o nada, assim sou o amargo fugindo do doce; o nocivo sem noção; o espanto sem susto e o grito sem dor; sou o açoite dos ventos em um jardim sem flor; o medo do abismo e da escuridão, da dor; sou o pecado sem salvação, o vinho sem pão, dos sonhos à desilusão...

Sobrevoando o céu da tua boca, degustei o mais puro paladar; desfrutei do teu mel e fiz perfume do néctar da flor; sentir o frio no calor do teu abraço e me afoguei em teu fogo de mulher; a minha meiguice feroz de animal despertou em te a voracidade angelical, e subindo a montanha da maré, consegui decolar em teu avião.

Subindo e descendo consegui te encontrar em meus desencontros, ô bela, ô traste, ô anjo infernal; tu és a pureza das matas, és a cinza do vulcão, és o sal do meu mel, és o suco da vaca; de Gutenberg à era digital, meu bem, meu mau; a coragem no combate e o medo da falsidade;  a verdade muitas vezes é falsa, mas o mais importante é que mesmo embaraçado no leito da morte sonhada eu ainda consigo viver intensamente.


Josemário o Poeta Caipira

domingo, 27 de maio de 2012

A SAUDADE DE SENTIR SAUDADE


Em alta velocidade por essa estrada escorregadia terminei perdendo o controle e bati de frente com a saudade. O impacto foi tão grande que culminou em uma ferida muito grande denominada lembrança...
Hum... Você não acertou, eu não estou apaixonado, não é isso. Sinto apenas saudades mesmo... Mas é uma saudade tamanha de tempos de outrora... Não é uma saudade única de uma pessoa, é a lembrança de um tempo, de um ciclo vivido. E essa lembrança dói muito, ela desse de garganta a baixo sufoca e envenena...
Sinto saudade sim... Saudade de quando eu olhava nos olhos e as pernas bambeavam, de quando eu segurava na mão e o suor frio escorria na pele, de quando eu abraçava e o coração batia mais forte e quando eu beijava o corpo todo tremia...


Ai que saudade... Saudade dos tempos em que eu fazia de tudo para estar perto e quando perto não queria mais desgrudar, e mesmo quando tinha que ir realmente embora, já na estrada chorava de saudades...
Hum, como eu sinto saudades... E a lembrança que mais dói é a saudade de sentir saudades, a saudade de ser importante para alguém, a saudade de amar.
Com as circunstâncias do tempo às vezes me pergunto: Será que eu desaprendi a amar ou mudaram a forma do amor? Porém, vejo meu equívoco; as formas do amor não mudaram, elas continuam as mesmas, contudo, passamos por uma fase de um processo de desencantamento, de desapego. Desapego pelas coisas simples que são as verdadeiras essências do amor. Acredito que realmente desaprendemos a amar.
Todavia, o cenário que nos deparamos hoje é meio que enigmático, não acreditamos mais no amor puro de essência, mas sim em um amor que espera retorno, é um amor que não confia, é um amor que não supera barreiras é um amor que não compreende, que não brota, é um amor sem amar...
Pensando em seguir em frente, sempre apertamos em um acelerador chamado tempo, imprudentemente esquecemos as pequenas sinalizações que há em cada curva da estrada... Que saudade de um tempo onde se sentia saudade das pessoas pelo que elas são. Hoje vivo uma época em que sentimos a necessidade de estar perto das pessoas pelo que elas têm a nos oferecer... Que saudade de sentir a inocência da SAUDADE...

Josemário de Carvalho

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Como se fosse ontem


Hoje acordei em ares do céu de maio do final dos anos 80. Tudo estava muito calmo, e mesmo em um outono quente e de poucas colheitas, senti a leve brisa soprar o meu rosto, e aquela sensação me levou de volta aos invernos frios de minha ingênua infância.
O murmúrio do vento trazia consigo a voz do meu pai a aboiar o gado, e as folhas secas a se movimentarem pelo chão fazia-me lembrar de minha mãe varrendo a varanda. Os cânticos agonizantes dos pardais refrescava-me a memória a lembrança de uma maritaca que a vovó criava.
O sol começou a apontar timidamente no horizonte, e trazia e sua pureza o brilho radiante de uma saudade renovada que refletia uma esperança em meus olhos. Ao sair na varanda me apoiei na galha da mangueira, e foi quando eu me encontrei de volta ao passado no terreiro da fazenda; fechei os olhos, e no filme de minha memória encontrei os bezerros a escabriolar pela malhada; o meu tio, juntamente com o meu pai chegavam molhados do orvalho da madrugada montados em seus cavalos. Pai tocava a pareia de boi qual logo mais tarde, depois de encangados, puxaria o carro com a lenha da fornalha.
Os uivos dos coções do carro cantando, eram como música para a minha mente antes despreocupada, e como se ainda fosse ontem abrir os meus olhos enquanto aquele belo filme ainda passava na tela de minha mente.
Voltei para dentro de mim, e foi quando conseguir saborear o doce da garapa que escorria da moenda que lentamente moía aquela cana caiana, puxadas pelos bois Carboreto e Carbonato. A santa paciência do tio Nando ao partir um limão para misturar na garapa causava-me náuseas. E me consolava ao ouvir Marino cantar uma chula enquanto lavava os tachos, e nesse instante meu pai acendia o fogo da fornalha. Nessa altura já era em torno das 10 da manhã e toda a criançada já se fazia presente, circulando em torno do engenho e meu tio avó Manoel bradava desaprovando aquela ação.
A garapa que antes escorreu pela moenda, desceu pela bica e chegou ao túnel, já borbulhava fervilhante e Marino agora retirava a sua espuma. Nisso meu pai batia aquela massa pastosa que antes fora melaço e já se transformava na saborosa rapadura quente. Nós em torno da gamela com as tabuletas na mão só queria provar da primeira taxada; e Moura lá no bagaceiro, raspava uma cana para fazer uma puxa, enquanto lá dentro Tim Tim se entusiasmava ao falar da mulherada...
... Nesse momento o sol dividia o céu, era meio-dia, e juntamente com Raquel minha mãe chegava com a comida da rapaziada. Pai como sempre solícito, pedia para que tio Nando parasse o engenho e pusesse os bois para descansar, enquanto de dois em dois todos almoçavam. E a essa hora do dia a pequena casa do engenho que era coberta de palha, encontrava-se aquecida com o calor da fornalha e completamente lotada, pois, parte da população do povoado ali se fazia presente ao saborearem aquele doce dos mais naturais.
E quando eu me encontrava no pico do meu sonho acordado, ouvi o zumbido de uma abelha e aquilo me pareceu ainda bem mais real: cheguei a concluir que ela teria ido ali buscar um pouco da cera da cana para fazer a sua própolis. E desarmando-me da minha realidade passada, meu colega me questionava sobre uma situação do mundo atual, ai foi quando a ficha caiu. Percebi que eu estava vivendo apenas um retrato da realidade de outrora, que muito bem conservado estava em minha mente guardada.

                                                                                                          Josemário o poeta Caipira

quinta-feira, 22 de março de 2012

SOU ÁGUA

Sou cerca de 80% da sua massa corporal

Refresco-te e mato a tua sede

Rego as plantas que te alimentam

Sou riacho, sou rio, sou cachoeira

Sou barragem, sou fonte, sou mar

Avermelhada, barrenta ou cristalina

Sou insípida, sou doce, sou salgada

Sou alimento, sou fonte sou vida

Sou água ...

Água que hoje me afogo na lama

Vivo fugindo no desperdício de tua ignorância

Sufoco-me no agrotóxico que tu me injetaste

E hoje com cheiro e com cor e só um pouco do doce

Peço-te socorro eu não posso faltar...

Josemário de Carvalho

AINDA HÁ TEMPO PRA TUDO


Essas lágrimas que agora rolam em meu rosto é o retrato do que estou vivendo. O sorriso que desaparece do meu semblante, é uma prova do que está acontecendo.

Se hoje me tornei um homem sem alma, foram as consequências de que a vida não foi tão bela assim, no lugar do coração ficaram apenas os calos que o destino formou em mim.

Mais ainda não desisti de viver, vivo intensamente a cada dia...

Vivo por acreditar que muito ainda posso construir, e posso encontra um tempo para consertar os estragos que o tempo causou. E criar estratégias indicando um desvio para que outras pessoas não tropecem na mesma pedra que por vezes me derrubou...

É um sentimento inexplicável, mas dentro de mim há uma força maior que me impulsiona, que me da energia e me faz seguir...

Mesmo provando o sabor do descontento e saboreando o fel da realidade, ainda não consigo esquecer o doce que a vida tem e do paladar que muito me alimentou...

Talvez eu já não tenha mais alma sim, porém, ainda me resta um pouco de sensibilidade e uma gota de esperança: esperança de um mundo melhor e de uma vida mais justa e digna onde podemos sorrir...

Ainda há tempo pra tudo... Vamos rir, irradiar alegria, desejar um bom dia ao ár... Nunca se esquecer do com licença, do muito obrigado, por favor... E se realmente desejas felicidades, já mais se esqueça de semear o amor...


                                                                                                  Josemário O Poeta Caipira

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Se eu Partisse Amanhã


E se eu partisse amanha...
Talvez deixasse alguém triste a chorar, ou quem sabe feliz?
Mas eu não iria realizado, pois ainda sinto muita sede...
E essa sede me sufoca e me agoniza
Resseca minha garganta e deixa os meus olhos a lacrimejarem
Se eu partisse amanhã sei que já deixaria uma história
Ainda nau interpretada, pois, não me predispus a contar.
Mas se eu ficar mais um pouco, posso ainda fazer muito.
Vendo que o pouco que fiz valeu a pena, e por isso devo continuar.
São muitas loucuras, grandes alienações...
E nós como figurantes coadjuvantes, prestamos o nosso devido papel.
Feitos marionetes comandadas
Somos os inteligentes sem noções
Vendemos-nos por nada e acreditamos em tudo
E é por isso que quero ficar
Ficar para beber a última gota da fonte da ignorância
E depurar da despetalada flor o mais puro néctar da sabedoria
Ficarei mais um pouco só
E então provarei para eu mesmo que posso mais
Pois o meu ego diz que realizarei os meus sonhos


Josemário de Carvalho

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Perdido

Lá vou eu soprado por vento em mais um dia sem planos, vagando pela cidade

Caminhando rumo ao nada, sem nenhum objetivo, levando apenas saudades

Sentindo o sabor do descontento corroer meu pensamento e tirar-me a liberdade

Sem saber o que fazer, sem poder nada dizer e sem opiniões para dar

A angústia tirando o ânimo, a tristeza apertando, com vontade de chorar

Sem motivo pra sorrir, sem caminhos pra seguir e sem vontade de ficar

Perdido neste espaço, com o destino nos braços, sem poder o desabafo, errado e com medo de errar

Do passado não me lembro, talvez por isso esteja sofrendo, pois, não conheço o amar

E o presente que estou vivendo, por tudo que vejo acontecendo, no futuro não quero pensar

Ô Deus onde está a saída, eu preciso viver a vida, quero um dia poder sorrir

Nas estradas percorridas esquecer as despedidas, pois, eu preciso seguir

Josemário de Carvalho Oliveira

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia da AMIGO


Amigos, sempre amigos.

Serei teu amigo enquanto tenha-me como amigo, e mesmo se um dia desmerecer-me a amizade continuarei a amar-te, pois a amizade não é como uma flor que nasce e mucha com o sol: ela é sim como uma pedra, mesmo que quebre com os impactos do tempo, ainda assim sobrarão pequenos resíduos, e é por isso que digo que ela é eterna, é imortal...

A amizade pode enfraquecer, adormecer, ou até adoecer: más se for uma verdadeira amizade ela jamais morrerá, permanecerá viva nos corações de quem ama.

Falar sou teu amigo é fácil, difícil é amar de verdade e mostrar em pequenos gestos os mais nobres toques de afeto.

E é nesse dia tão especial que lhe digo: obrigado por ser meu amigo e tenha certeza que sempre poderá contar com esse velho e eterno "AMIGO"!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quando se está sozinho entre a multidão!!


Pois é, a vida é mesmo assim...
Uns choram por tão pouco enquanto outros vivem dando gargalhadas mesmo sentindo dores
Uns reclamam por estarem desolados; enquanto outros estão entre a multidão e se sentem sós...
É isso mesmo, muita gente se sentem assim:
Vivem cercados de pessoas, nos melhores ambientes, entretanto se sente perdido, só...
O ser humano é mesmo desse jeito, sempre falta algo que lhe complete.
Uns buscam fama; outros um amor verdadeiro!
E outros buscam apenas o reconhecimento do que realmente são
É isso, existe muita gente que não são reconhecidas pelo que são, ou pelo que fazem.
Dão um tudo para cumprirem seu papel e até mesmo para cobrirem lacunas dos outros
Ralam duro, para prestar o seu papel; e mesmo assim não são reconhecidos
Seus feitos sempre são repassados para agregar valores a outras pessoas
E muitas vezes ainda são vistas como o trapalhão, o pato feio.
O clã não é o topo, a fama é nada, a felicidade é muito; a realização pessoal é tudo...
E a realização começa com o reconhecimento
Não o reconhecimento pelo que você tem: más sim pelo que você é...

J. Carvalho

sábado, 2 de julho de 2011

AQUI NASCEU O BRASIL

Bahia minha Bahia, onde nasceu o Brasil
Bahia das Baías, dos Sertões de céu anil
Bahia ô "Pátria Amada", ô torrão, ô mãe gentil...

Bahia dos "Litorais", onde o povo é guerreiro
Bahia de "Raul", viva ao "Roque" brasileiro
Bahia de "Castro Alves", de "Antônio Conselheiro"
Bahia de "Ruy Barbosa", de "Caymmi" cancioneiro

"Glauber Rocha" no cinema, ao mundo foi se mostrando
"Eu não sou Cachorro Não", disse "Valdick Soriano"
"Jorge Amado" fez história, como disse "Gil" e "Caetano"
"Dodô e Osmar" criaram "O Trio Elétrico, e "Caldas" o "Axé" baiano

Bahia do "Acarajé", do "Abará", da "Feijoada"
Bahia do "Mocotó", do "Sarapatel", e da "Buchada"
Bahia do bom "Xinxin", da "Muqueca" e da "Rabada"
Bahia do bom "Pirão de Aipim" com "Carne do Sol" assada

Também temos bons "Licor", e "Cachaça" destilada
No pé o povo tem Forró, aboio em "Festas de Vaqueijada"!!
"Repente" na ponta da língua, sem desprezar uma boa "Toada"
No São João bebem "Quentão", para não perderem a noitada

Aqui o povo é festeiro, tem um "Regue" todo dia
E ninguém falta trabalho, responsa sem rebeldia
Mas baiano sabe viver, e curte a noite e o dia
Tem 'Samba" na ponta do pé, tem "Pagode" e "Baixara"

Desculpem aos que não foram citados, todo esse povo varonil
Mas não caberia em um só verso, pois são muitos; mais de mil
Tudo de bom tem a "Bahia", gente boa e viril
Como disse o "Adelmário", aqui nasceu o "Brasil"


                             Josemário O Poeta Caipira
                                        02/07/2011



terça-feira, 31 de maio de 2011

É assim, a Força do Abraço


Tão fértil como a terra virgem
Que brota os sentimentos
Tão puro feito o ar
Que ostenta a liberdade
Ardente feito o fogo
Que incendeia o coração
Tão limpo como a água
Que alimenta a alma
Aquilo que une, que conforta
Que consola, que acalenta
Que te prende e que desperta
Que carrega consigo a essência da bondade
É assim, a “força do abraço”!
Algo que te trás segurança
Que ascende a chama da liberdade
Que sufoca a angústia
Que expulsa a tristeza
E que ensina o perdão...
O que está ligado magneticamente ao “amor”!
Ao amor que une as fronteiras
Que elimina a distância
Que trás a alegria
E que cura a dor...
Algo sem preconceito, sem etnia
Sem cor e sem raça
Carregando apenas uma crença
A crença que tudo se pode transformar
Pela “força do abraço”.

O Poeta Caipira 31/05/11

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Hoje o céu de Salvador acordou em um azul diferente"!!

A capa dos principais jornais da cidade destacava o Campeão baiano; surpresa, o campeão é o Bahia, mas como o Bahia, se ele nem foi para a final?
É o Bahia de Feira meu amigo, é isso mesmo, um time pequeno, que a folha de pagamento inteira não dá para pagar três jogadores dos "grandões", mas esse "timinho" como dizia seus rivais teve a competência que os "grandes" não tiveram...

E enquanto o "timinho" do Bahia de Feira comemorava a torcida do Vitória lastimava a perda do título qual levaria ao pentacampeonato baiano e a torcida do Bahia se vangloriava simplesmente pela derrota do seu arqui-rival.
Uma coisa ridícula de se ver; um estado com dois times que já foram chamados de "grandes"... Um que terminou de subir para a série A e outro que acabara de descer para a série B do Brasileirão, ambos derrotados e eliminados da competição baiana e ao invés de estarem se reestruturando para a competição nacional, fica um chorando o leite derramado e outro rindo da miséria alheia, como se isso fosse lhe render algo...

Parabéns ao Bahia de Feira que se mostrou competente durante toda a competição, inclusive se classificando em primeiro colocado do seu grupo, e bem mais capaz que seus oponentes e assim se sagrou Campeão Baiano 2011"...
Parabéns aos jogadores do Bahia de Feira, que tiveram raça e jogaram com profissionalismo, esses sim podem e devem comemorar, pois vivem com uma remuneração bem inferior à dos jogadores de Bahia e Vitória, mas souberam fazer um trabalho bem melhor e mais competente que os afortunados.

O céu está com outro azul sim, menos poluído até, pois não está rolando muita sujeira...

Josemário de Carvalho

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Medo

O medo pode ser do tamanho que você quiser, assim diz o meu pai.
O medo tem várias facetas, ele pode ser apenas um susto ou algo que te enlouquece e que pode te matar.
A mentira é o medo mais comum entre os humanos. Nós mentimos como uma forma de mecanismo de defesa, para tentarmos nos abstermos de problemas, de algo ou de alguém; pensando nós os “mentirosos” que essa mentira nos salvará do abismo, sendo que, na verdade cada dia ela vai tornando-nos mais fracos e covardes...
E por falar é covardia, essa é uma outra forma de medo comum que está ligada à mentira, pois, ao mentir somos covardes, e esse é o medo de assumir o que somos, o que queremos ou o que fizemos...
Um outro medo terrível é a preguiça, ela é o medo de sair do estado cômodo, de encarar o novo, em fim, de enfrentar aos desafios da vida; e junto à preguiça vem o comodismo, que é um outro medo, é o medo de mudar, de criar novas perspectivas, é o medo de sair de um determinado padrão de rotina e ter que acostumar-se com outras formas de viver, o comodismo nos deixa estagnados, nos livra da realidade e nos priva do futuro...
Mais eu!!
Eu quero sair sem medo, criar sem medo, amar sem medo e viver sem medo...

Di Carvalho

sábado, 9 de abril de 2011

O que é, e quanto custa um "Sonho"?

O que seria um sonho?

É um fenômeno de significados distintos, a ciência explica uma forma, a religião uma outra e em cada cultura isso diferencia.

Para a ciência o sonho é a imaginação do inconsciente, para a religião ou mesmo devido a cada cultura os sonhos podem ter um poder premonitório ou revelador, ou até mesmo uma expansão da consciência.

Para Freud, o sonho é a "realização dos desejos ocultos". Já para Carl Gustav Jung (1875-1961), baseado na observação de seus pacientes e em experiências próprias, tornou o papel dos sonhos mais abrangentes, "uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação". Ao contrário de Freud, Jung acha que o sonho não seria uma fachada, mas a forma própria do inconsciente de se expressar.

Para os ambiciosos o sonho é uma ilusão, pois, acreditam que quem pensa alto não tem tempo para sonhar.

Para os românticos e os poetas os sonhos significam simplesmente tudo, sem sonho o homem não vive. São os sonhos que transformam a realidade, um sonho concretizado é uma vida realizada.

Mas afinal, quanto custa um sonho? Seja ele fruto do psico da imaginação ou não.

Qual é o real sentido e o valor de um sonho?

Para mim, a própria vida é um sonho, meus desejos, meus objetivos, minhas vontades, tudo isso é sonho. E um sonho é muito caro, é a coisa de maior valia e pode custar até a vida.

E sei que indiferente de seus significados eu não quero e nem vou parar de sonhar...


J. Carvalho

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Barulho do Silêncio

Estou louco, minha cabeça gira e os meus pensamentos confundem entre se.

Também não enxergo, pois meus olhos estão vetados com um tapume chamado alienação, já não consigo criar mais nada, o que faço são efêmeras cópias.

Acho que perdi a sensibilidade, não sinto mais o gosto das vitórias, nem o perfume dos campos e tampouco consigo ouvir o silêncio.

A verdade é impossível de se apalpar, e já não sinto a temperatura de minha´alma.

Para tudo existe um preço, e estão querendo negociar o meu espírito, já compraram minha dignidade e a minha verdade foi sorteada.

Penso em seguir, porém, quero voltar.

As necessidades espirituais já não são inerentes a mim, o meu Psico emocional também já não é controlável e em virtude a tudo isso, me sinto culpado por danos que não causei.

Sinto-me só entre a multidão, entretanto, me asseguro sobre minhas certezas; apesar de saber que nada é real.

Às vezes me sinto objeto, outras vezes me sinto gente.

Sinto-me lesado por minha própria consciência, pois, meu alvo já não está tão direcionado.

Por fim sigo; com as forças já quase se esgotando, e o coração sem palpitar, cego e mudo, escutando apenas "o barulho do silêncio"...


Josemário de Carvalho

sábado, 26 de março de 2011

Eterna Saudade

Escondido no canto da vida
Com o peito em desatino
Caminhei por minha infância perdida
Sentir-me novamente menino

Corri, brinquei, chorei alto
Teimei, sujei-me, fiquei emburrado
Banhei-me no rio, dei saltos
Errei, omiti e fiquei calado

Bela parte da vida que pouco vivi
E que o tempo levou e não volta jamais
Por onde andam meus colegas; os campos onde corri
As gargalhadas que dei se foram nos temporais

Provo hoje do amargo da vida
Pois, o doce com a friagem do tempo derreteu
E os sabores das frutas que foram comidas
Com a acidez do tempo seu gosto perdeu

Quem dera um dia voltar ser menino
Para aproveitar da infância de felicidades
Arrancaria do peito esse meu desatino
E gozaria da vida sem rancor nem maldades
Mas como isso é um sonho, viverei meu destino
Conformarei com a dor da eterna saudade

Josemário de Carvalho Oliveira

Incerto

Aqui; porém distante
É como me sinto agora
Parado; viajando em pensamentos
Sorrindo; chorando por dentro
Relógio quebrado, sem horas

Fingindo a alegria, com dor
Curando essa dor com um sorriso
Correndo no tempo; sem pressa
Meditando; pensar é preciso

Tentando ser forte, no fracasso
Sem querer cair, tropeçando
Buscando algo, no nada
Mostrando um sorriso, chorando

Estendendo a mão, caindo
Tentando levantar, abraçados
Unindo forças, incansáveis
Querendo falar, engasgado

Em busca de um futuro, incerto
Perdendo batalhas, lutando
Quebrando tabus, perdidos
Em frente ao nada, sonhando
Seguindo seu alvo, o vento
E a vida tão bela, acabando


Josemário, O Poeta Caipira